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Publicado em 10 de janeiro de 2017

Fluxo turístico aumenta faturamento de autônomos no Porto de Guajará

Fluxo de turistas fez renda de pessoas com empregos informais aumentar. Venda de alimentos e estacionamentos são os setores mais atuantes.
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Cerca de 1,5 mil turistas passam pela fronteira todos os dias; nos finais de semana o número chega a 2 mil
Aproveitando a movimentação de turistas no período das férias na região de fronteira com a Bolívia, os autônomos que atuam no Porto Oficial de Guajará-Mirim (RO), cidade localizada a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, aumentam o lucro em serviços como estacionamento de veículos e venda de alimentos. A renda de alguns desses trabalhadores com empregos informais chega a R$ 2 mil por mês.
Tânia é autônoma e cuida de um estacionamento há mais de 20 anos
Em entrevista a autônoma Tânia Pinto, de 31 anos, que trabalha cuidando de um estacionamento para bicicletas e motocicletas, conta que trabalha no local há 21 anos. Segundo ela, o faturamento aumentou bastante principalmente na época de férias; todos os dias são aproximadamente 100 veículos estacionados.
"Aumentou o movimento e consequentemente a nossa renda. Cobramos R$ 3 para guardar bicicletas e R$ 5 para motos. A pessoa pode ir para a Bolívia despreocupada, pois sabe que o veículo está seguro. Trabalhamos de domingo à domingo das 7 às 18h, tem sido assim há mais de 20 anos. Nunca pagamos contribuição no INSS, mas vamos começar, pois é importante", diz.
Outro autônomo que também trabalha no local é Aldair Sampaio, de 44 anos, que ganha a vida vendendo lanches há 12 anos. Nos últimos 30 dias, Aldair conseguiu vender 150 salgados por dia, além de sucos e picolés para os turistas e também trabalhadores de empresas próximas ao porto, o que não ocorre sempre. Segundo ele, geralmente eram vendidos cerca de 80 salgados diariamente.
"Estava tirando uns R$ 1 mil por mês, mas de dezembro para cá a renda aumentou. A gente percebe que o fluxo está grande aqui, ainda mais nos finais de semana. Eu pago a minha contribuição certinha na previdência para garantir meus direitos no futuro e não deixar minha família desamparada", explica.

Fluxo de turistas brasileiros e bolivianos
A clientela principal dos trabalhadores autônomos são os turistas brasileiros e bolivianos que circulam no porto todos os dias. De acordo com a empresa de navegação responsável pela travessia de passageiros no Rio Mamoré, diariamente são transportados em média 1,5 mil pessoas, mas nos finais de semana o número chega a 2 mil.
Turistas brasileiros e bolivianos se misturam na travessia da divida Tânia é autônoma e cuida de um estacionamento há mais de 20 anos
Muitos desses turistas são bolivianos que vêm para o lado brasileiro fazer compras, aproveitando a alta do dólar e a desvalorização do real no mercado internacional, o que acaba deixando os produtos brasileiros mais baratos em relação as mercadorias bolivianas.

Contribuição previdenciária de autônomos no INSS
Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apesar da renda obtida, a maioria dos trabalhadores autônomos não procuram o setor ou não sabem como o atendimento funciona. A orientação é que os trabalhadores procurem o prédio da instituição para se informarem sobre como a contribuição previdenciária pode ser feita.
O trabalhador autônomo pode começar a contribuir a partir dos 16 anos de idade, mas não tem direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pois somente os empregados com carteira assinada recebem o benefício.
Ainda conforme o INSS, os autônomos escolhem a forma de contribuição, que pode ser de 11 ou 20% sobre o valor do salário mínimo. O pagamento mensal da taxa gera benefícios como direito a auxílio doença (após 12 meses de contribuição), além de uma pensão para o cônjuge em caso de falecimento do contribuinte e a aposentadoria.
O órgão não soube informar quantos empregos formais existem no município e nem o número aproximado de autônomos.



Fonte: G1.

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