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Publicado em 7 de dezembro de 2016

Comissão de Saúde discute mudanças em UCT de Guajará-Mirim

Parlamentar convocou Fhemeron para esclarecimentos sobre alteração no sistema de coleta de sangue do município
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O presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, Dr. Neidson (PMN), recebeu na reunião realizada nesta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa, o presidente da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Rondônia (Fhemeron), Orlando Ramires.
Ramires foi convocado pelo deputado para prestar esclarecimentos quanto à decisão da Fhemeron em mudar a forma de atendimento referente à coleta de sangue em Guajará-Mirim.
Representantes do Conselho Municipal de Saúde de Guajará-Mirim e do antigo Banco de Sangue de Guajará, também participaram da reunião com questionamentos dirigidos a Orlando Ramires.
De acordo com o deputado, as mudanças ocorridas no município não foram previamente informadas às entidades ligadas à saúde, assim como a Assembleia Legislativa. Dr. Neidson questionou os motivos que levaram a federação a executar tais mudanças no sistema de coleta de sangue em Guajará-Mirim.
Orlando Ramires informou que as modificações foram tomadas a partir de uma decisão administrativa da Fhemeron. Segundo ele, critérios como desvio de função, redução de carga horária, contenção de despesa e aumento de produção foram levados em consideração.
De acordo com o presidente da Fhemeron, a medida de transformar a Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue de Guajará-Mirim (UCT) em uma Agência de Distribuição de Sangue (AT) não irá gerar prejuízos para a população.
A modificação, que contou com a devolução de 23 servidores para a Sesau, todos lotados no ciclo do sangue, reduziu o quadro de funcionários, impossibilitando a realização das coletas de sangue diariamente.
O diretor da antiga UCT de Guajará, Francisco Lima, afirmou que o sangue produzido na unidade sempre atendeu a demanda de Guajará, como também o município vizinho, Nova Mamoré e o distrito de Extrema de Rondônia.
No entanto, ressaltou Lima, os critérios mencionados por Ramires foram fundamentais para que a UCT não conseguisse atingir o objetivo desejado pela diretoria da Fhemeron, que era o aumento da produção de sangue.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marcos Roberto, disse que as entidades de Guajará se sentiram desrespeitadas com a atitude do governo em tomar a decisão sem consultar a população e seus representantes do setor da saúde.
Ele destacou que as necessidades de Guajará-Mirim precisam ser vistas de forma diferente em comparação a outros municípios, já que se trata de um município localizado em região de fronteira e distante dos grandes centros.
Ele questionou a possibilidade de a Fhemeron reverter à situação e voltar ao atendimento de coleta da forma anterior. Segundo Marcos, com a futura instalação do Hospital Regional Perpétuo Socorro, é necessário se ter uma visão do futuro.
De acordo com o presidente do Conselho, a demanda atual pode estar sendo suprida e a coleta realizada duas vezes por mês, porém disse que é preciso ações de mobilização da população e investimentos em campanhas para a doação de sangue.
“E isso não está acontecendo. Hoje, por exemplo, tem uma equipe da Fhemeron lá em Guajará realizando a coleta de sangue, mas não vai ter sucesso, simplesmente porque não houve divulgação”, declarou Marcos Roberto.
Orlando Ramires rebateu a afirmação de Marcos Roberto e confirmou o trabalho de divulgação e chamamento da população feito por uma assistente social enviada ao município, justamente para este fim.
Após ouvir todos os questionamentos e esclarecimentos, Dr. Neidson solicitou da Fhemeron, a realização de cursos de capacitação para coleta de plaquetas e informou que, mensalmente, serão realizadas avaliações do novo sistema de coleta para que seja comprovada a eficácia da transformação da UCT em AT.
Em comum acordo com Orlando Ramires, Dr. Neidson sugeriu que a Fhemeron se comprometa em realizar uma reunião em Guajará-Mirim e entidades pertinentes, para ouvir as necessidades da população e trabalhar em campanhas para o aumento da produção de sangue.
“É preciso saber se essas modificações foram benéficas ou não para a população de Guajará, assim como para as demais comunidades que tem nosso município como referência. E com certeza, se precisar voltar a ser como antes, faremos o que for necessário para isso”, garantiu Dr. Neidson.

Fonte: Secom - ALE/RO.

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