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Publicado em 2 de novembro de 2016

Após interdição da Justiça, Hospital Regional de Guajará tem melhorias

Unidade foi interditada pela Justiça no mês de agosto. Cozinha volta a funcionar após ficar três anos desativada.
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Reforma do cômodo foi realizada com mão de obra voluntária.
Após sofrer duas intervenções da Justiça há cerca de dois meses, a administração do Hospital Regional Perpétuo Socorro de Guajará-Mirim (RO), situado a 330 quilômetros de Porto Velho, passou a ser exercida pelo estado, e não mais pelo município, pelo prazo temporário de 120 dias, conforme ordem judicial. Após 45 dias, a unidade apresenta melhoras na infraestrutura, uma delas é a cozinha, que foi interditada em outubro de 2013 pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), por condições precárias. O local foi totalmente reformado e já está liberado para funcionamento desde o último dia 27.
A reforma do cômodo foi realizada com mão de obra voluntária, doações de materiais da comunidade e dos próprios servidores, que realizaram um arraial para arrecadar recursos financeiros, em parceria com uma associação beneficente do município. Durante o período de desativação, a cozinha chegou a funcionar em escolas, igrejas e prédios alugados.
Segundo a direção temporária do hospital, o centro cirúrgico que estava interditado pela Agevisa foi reformado e depende apenas da liberação do órgão para poder realizar cirurgias de emergência.
A pediatria e a clínica médica já estão em condições de receber os pacientes, mas ainda não estão sendo usadas devido a falta de alimentos para os pacientes. Outras mudanças também aconteceram no aspecto de limpeza e o no controle de animais que colocam em risco a saúde dos pacientes e funcionários, como pombos, morcegos, ratos, baratas, cupins e insetos.
No dia 5 de novembro, o hospital passou por uma inspeção judicial do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO) Samuel Alvarenga e do Juiz de Direito do Tribunal de Justiça (TJ) Paulo José do Nascimento Fabrício, onde ambos constataram que a parte física da unidade havia apresentado melhoras, principalmente no aspecto de limpeza.
“Determinamos que a partir do dia 15 setembro uma equipe do estado viesse para fazer os aprontamentos. Hoje posso afirmar que o hospital é outro, pois estamos reformulando a estrutura física do prédio. Verificamos que as pessoas estão trabalhando com mais ânimo. Para podermos implementar a volta do atendimento clínico, só falta finalizar a cozinha. Em mais 15 ou 20 dias temos a previsão de atendermos nossa população”, disse o magistrado após a vistoria no início do mês.

Cozinha está pronta, mas sem o serviço de nutrição, pois os alimentos não foram disponibilizados pelo município
O médico administrador temporário do hospital, Ernesto Duran Neto, disse que a previsão é que ainda nesta semana a prefeitura disponibilize os alimentos para os pacientes e a cozinha volte a funcionar normalmente. Segundo ele, a parte física do prédio sofreu uma grande mudança, o que garante uma melhoria no atendimento à população.
“A cozinha já está pronta, mas sem o serviço de nutrição não posso usá-la ainda, porque seria um tiro no próprio pé. Assim que os alimentos forem disponibilizados pelo município, a cozinha será oficialmente reativada para preparar as refeições dos pacientes. Enquanto isso, a clínica médica e a pediatria ainda estão funcionando de forma terceirizada, no Hospital Bom Pastor, mas até o final da semana devem voltar para o Hospital Regional, como deveria ser”, declarou Duran.
O gestor explicou ainda, que na unidade existem duas salas para o centro cirúrgico, sendo que uma delas já está pronta e depende só da liberação da Agevisa para realizar cirurgias de emergência no município. Já a segunda sala, está em fase de acabamento. Por enquanto, os pacientes que necessitam de cirurgias eletivas estão sendo encaminhados para o hospital do Distrito de Extrema, a 300 quilômetros da capital.
Centro cirúrgico está apto para fazer cirurgias, mas aguarda a liberação da Agevisa
“O centro cirúrgico já está apto para fazer cirurgias, mas estamos aguardando a liberação do órgão responsável, que no caso é a Agevisa. Outro problema é a falta de profissionais, pois atualmente temos cinco cirurgiões e dois anestesistas, sendo que o ideal é ter no mínimo sete para cada função. A prioridade é voltar a fazer cirurgias eletivas no próprio município e contratar mais médicos e anestesistas para suprir a demanda de pacientes”, diz.

Por determinação da Justiça, a equipe gestora do estado iniciou a intervenção na unidade no último dia 15 de setembro e tem o prazo de 120 dias para administrar o prédio. O prazo judicial encerra em janeiro de 2017. Até lá novas inspeções judiciais conjuntas devem ser realizadas no Hospital Regional para acompanhar os trabalhos que estão sendo realizados.

Fonte: G1.

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