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Publicado em 10 de outubro de 2016

Guajará-Mirim sem Paz!

Por Juacy dos Santos Loura Júnior, advogado, juiz e ouvidor do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, filho de Guajará-Mirim e amigo da família Menacho.

Juacy dos Santos Loura Júnior.

A morte prematura de alguém é sempre motivo de tristeza, o que dizer quando a vida é interrompida de uma forma tão brutal,  como consequência de uma violência desenfreada instalada em nosso estado e principalmente em Guajará-Mirim- antes conhecida pela qualidade de vida e pela tranquilidade local -, causa grande indignação!
Guajará chora a falta de paz. Muitos admiradores, alunos, amigos e familiares choram a saudade do Paz, do agora saudoso Márcio Paz Menacho!
O Paz que se foi tem a origem de seu primeiro nome do latim, e a definição, como a de um guerreiro, denotando capacidade, força e determinação, virtudes consideradas louváveis e desejáveis por quase todas as pessoas, mas que certamente ele demonstrou ter de sobra durante toda sua vida.
Era sem dúvida um grande amigo de todos; uma unanimidade por quem o conhecia. Um cristão devotado, cidadão cônscio de seus deveres e direitos, servidor público exemplar, professor estimado, músico de qualidade, sempre envolvido nas causas culturais e religiosas, mas mais que isso, um defensor e provedor de sua prole, exemplo para muitos que tentam olvidar-se da célula mater da sociedade: a família.
Um guerreiro não só no nome, mas em atitudes, que sempre lutou pela cultura da nossa cidade, há dizer pelo seu trabalho incessante buscando a efetivação do Festival Folclórico da Pérola do Mamoré (FEFOPEM), até a consolidação do que hoje conhecemos como o “Duelo da Fronteira”, cuja morte repentina retirou sua participação em mais uma edição neste ano.
A paz que tivemos outrora, já não é mais vivida porque se deteriorou com a banalização do crime,com o menosprezo e falta de apego à vida, com o desrespeito à ordem pública e, sobretudo, pelo crescimento da impunidade e o descumprimento do maior dos mandamentos de Cristo: o amor ao próximo assim como devemos amar a Deus.
Sem dúvida,  com o interesse das autoridades competentes e dos agentes políticos, visando ações efetivas em prol da segurança pública a paz poderá voltar à "Pérola do Mamoré", mas certamente não mais poderemos ter a companhia do querido amigo Márcio Paz Menacho!
Muitas famílias em Rondônia e no Brasil choram neste momento, a partida inesperada de seus “Márcios”, igualmente vítimas da brutalidade social, todavia, não podemos continuar a sentir este duro impacto, sem nos indignar, sem que haja um levante da sociedade numa voz uníssona, pugnando por uma comunidade menos violenta e mais ordeira, com a polícia impondo respeito e trabalhando nas ruas com mais efetivo, cuidando da população e com os malfeitores da lei, sendo punidos exemplarmente, para que outros pensem antes de delinquir.
A morte de Márcio Paz, não pode ser só incluída numa estatística horrenda, a de que a criminalidade tomou conta das nossas cidades e de os índices alarmantes de crimes também afligem as cidades do interior. O falecimento precoce de nosso amigo deve servir de lição para que a sociedade guajaramirense busque e exija a paz, como já iniciou a fazer, desde o dia seguinte ao crime que vitimou Márcio, quando a cidade literalmente parou numa carreata que jamais havíamos presenciado. Deve servir ainda, para que a população não aceite a letargia da segurança pública em desfavor dos munícipes, que vêm sentindo tanto abarbárie ao longo dos anos.
Guajará chora a perda de um filho ilustre,a família Menacho a de um sobrinho, irmão, tio, primo, marido e pai mui amado e a quem ele também amava reciprocamente e que até o último momento pensou em defender. Pedimos a Deus que conforte o coração da amiga Janaína e dos meninos Márcio Mateus, Marina e Murilo, ainda dos sempre companheiros e irmãos de toda família Menacho, a quem saudamos na pessoa dos amigos Sandro e Fredy Menacho (também parceiros de toda vida e da conhecidíssima Banda Cover).
Não buscávamos escrever sobre violência, muito menos sobre perda, mas pensamos que Márcio merecia ser homenageando e por isso que tomamos a ousadia em fazê-lo, pensando que talvez a nossa maior homenagem a ele, seja mudando de postura, saindo do estado de sonolência e cobrando mais atitude de quem tem competência para fazer com que Guajará-Mirim volte a ter paz, ao menos aquela pela falta de violência de tempos pretéritos, pois, o outro Paz, o Márcio, já não mais o veremos e restará vivo em nossos corações.
Descanse em paz meu amigo!


Autor: Juacy dos Santos Loura Júnior, advogado, juiz e ouvidor do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, filho de Guajará-Mirim e amigo da família Menacho.
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