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Publicado em 27 de outubro de 2016

Greve dos auditores fiscais gera prejuízo de U$ 230 mil no posto de Guajará-Mirim

Os números ainda não foram contabilizados, mas em Guajará-Mirim o valor que deixa de ser arrecadado chega a U$ 230 mil por dia de paralisação.
Mercadorias no Porto Oficial.
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que começou no último dia 18, deve gerar prejuízos de arrecadação e paralisa o transporte de produtos em todo o país. Segundo informações da Delegacia Sindical de Rondônia, em Porto Velho os números ainda não foram contabilizados, mas em Guajará-Mirim o valor que deixa de ser arrecadado chega a U$ 230 mil por dia de paralisação. 


Magna Amaral, auditora fiscal e diretora financeira da Delegacia Sindical, explica que todas as importações e exportações estão paralisadas, e a consequência é a quebra na arrecadação federal, o que atinge também os repasses feitos ao estado e município. “Os processos que teriam entrada agora refletem na arrecadação futura, então o prejuízo só será sentido daqui a um ano”.



Apenas 30% dos auditores continuam nos postos atendendo emergências, para que a greve não caracterize ilegalidade. A categoria quer a valorização dos cargos, apresentada em Projeto de Lei, conforme foi articulado em acordo com o governo federal em março deste ano. O projeto trata sobre as atribuições e prerrogativas do cargo de auditores fiscais, reconhecendo a classe como autoridade fiscal e aduaneira. 



Em tramitação na Câmara Federal, o relator do projeto, deputado federal pela Paraíba, Wellington Roberto, alterou trechos que tratam sobre o reconhecimento, o que para a categoria representa quebra de acordo. A greve é a forma encontrada pela classe para chamar atenção dos demais deputados para a não aprovação das emendas feitas pelo relator, que oferece pareamento do cargo com o de analista fiscal.



“Temos atribuições diferentes e queremos um projeto que nos dê essa valorização. Quanto à questão salarial, não há previsão no projeto de melhorias, mas apenas de manutenção dos direitos salariais que já temos”, completa Magna Amaral. 



Não há filas de caminhões e carretas a espera de atendimento na capital e nem em Guajará-Mirim, porque de acordo com informações da categoria, a maioria das empresas que trabalham com o transporte dos produtos estão instaladas na região, e a carga fica estocada nos galpões das próprias transportadoras.


Fonte: Rondoniagora.
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