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Publicado em 4 de outubro de 2016

Enxame de abelhas oferece risco a moradores em Guajará-Mirim

Exame tem cerca de 1 metro e se instalou em terreno onde moram 3 famílias. Local foi interditado pelo Corpo de Bombeiros, mas retirada não foi feita.
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Segundo moradores, abelhas invadem as residências e constantemente causam ferroadas em quem estiver por perto
Moradores do Bairro Serraria, em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho, reclamam que há quatro meses estão correndo risco de serem atacados por um enxame de abelhas, que mede aproximadamente um metro de altura. Os insetos estão instalados em um terreno onde moram 15 pessoas, de três famílias diferentes, em três residências. A área foi isolada pelo Corpo de Bombeiros nesta semana, mas a retirada dos insetos ainda não foi feita.
As abelhas estão no terreno instaladas em uma estrutura de ferro abandonada, a cerca de 20 metros das residências. De acordo com os moradores, elas causam transtornos principalmente às crianças, que ficam impossibilitadas de brincarem ou andarem no local. Os insetos invadem as residências e constantemente causam ferroadas em quem estiver por perto.
A aposentada Aldenora Falcão, de 55 anos, conta que mora no terreno há mais de 20 anos e espera providências. Segundo ela, a Polícia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros foram chamados, mas nenhum dos dois órgãos fez a retirada das abelhas por falta de equipamentos adequados. 
"Tenho muito medo, minha maior preocupação é com meus netos, que ficam correndo no quintal. Elas [abelhas] entram até dentro de casa, a gente fica no desespero. Ligamos para os bombeiros e eles apenas isolaram o local, mas não resolveu a situação. Na Polícia Ambiental eles alegam que é competência dos bombeiros, não sei mais a quem recorrer, precisamos de ajuda", desabafou a dona de casa.
O comandante da Polícia Militar Ambiental, subtenente Marcus Martins, disse que a retirada das abelhas não é competência do órgão. Um ofício foi enviado ao Corpo de Bombeiros, no último dia 26 de setembro, solicitando a retirada dos insetos.

"Em relação ao caso, tomei ciência no dia 26 e de imediato fizemos um ofício e encaminhamos ao Corpo de Bombeiros solicitando providências, esse foi nosso posicionamento. De acordo com a Lei Orgânica 2204/2009, a competência para fazer a captura, resgate e salvamento de animais é dos bombeiros. Não temos equipamentos específicos para este tipo de ocorrência. A Polícia Ambiental trabalha em cima dos crimes ambientais, como maus-tratos e fiscalização no meio ambiente", disse Martins.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Atenor Barreto, o local foi vistoriado novamente na noite da última quarta-feira (28). O enxame está em uma transição natural e não fixou colmeia no local.
"Verificou-se que não existe colmeia onde abriga as abelhas. Quando estão em enxame, é característica de estarem em transição de um lugar para outro. A dificuldade em capturar é grande, porque elas podem se dispersar e atacar as pessoas. Pedi que isolasse o local e aguardasse essa migração, pois no momento não temos como fazer a captura. O ideal é que tenha alguém habilitado que faça a captura e transporte para um apiário ou um ambiente natural", declarou Barreto.

Análise
Em entrevista na última quinta-feira (29), o subtenente da Polícia Militar (PM), Carlos Amaecing, que é apicultor e especialista na criação de abelhas há 27 anos, falou sobre os riscos que os moradores estão correndo e avaliou o local onde o enxame está.
"São Apis mellifera ligustica (Abelha Italiana ou Europa Africanizada), bastante comum na região. Elas já estão instaladas fixamente e não vão migrar. Esse enxame tem aproximadamente 150 mil de abelhas. A toxina do ferrão pode matar uma pessoa que tenha alergia com apenas uma picada, caso não receba o antídoto logo", disse o especialista.

Orientações
O apicultor ressaltou também que roupas com cores chamativas, barulhos excessivos e cheiros fortes podem atrair os insetos e causar um ataque generalizado. Ele deu orientações de segurança aos moradores e se propôs voluntariamente a fazer a retirada do enxame do local, assim que conseguir a caixa de captura adequada.
"Não se deve mexer com a casa das abelhas e nem chamar atenção delas, pois um ataque coletivo pode ser letal. Se a colmeia tiver mel, o ataque é mais previsível ainda, por isso, não se deve mexer sem o devido conhecimento. A orientação é correr, pois ela vai atrás do alvo até 100 metros, mas depois desiste da perseguição. Vou fazer a captura e transferência para uma caixa, em seguida farei o transporte para um ambiente natural", encerrou Amaecing.


Fonte: G1.

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