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Publicado em 5 de outubro de 2016

Coluna Almanaque - ELEIÇÕES 2016, RESUMO DA ÓPERA

Por Fábio Marques.
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 Por Fábio Marques
O poder da Internet na campanha política de 2016 foi de muito proveito para bons e maus políticos. Candidatos e asseclas usaram e abusaram do Facebook para se apresentar ao público e propagar suas propostas. O efeito desta mudança nos tempos é que, com a abertura da rede de computação, as campanhas passaram a depender mais dos recursos da tecnologia aliados às demagogias e mentiras, do que de um bem traçado programa de governo. Através do Facebook, os internautas puderam constatar o quanto de candidatos medíocres - mas com alto poder de finanças - tiveram bons índices de aprovação, maioria das vezes em total inversão aos seus atributos éticos e morais. Tudo graças ao marketing gratuito que a Internet oferece e do qual tiraram proveito cupinchas e comparsas de alguns “honrados” candidatos.
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O nível de conhecimento do idioma pátrio entre candidatos tanto à prefeito como à vereador também foram de arrombar os culhões. O sujeito num tempo, o predicado no outro tornaram-se lugar-comum. As pessoas até deixaram de estranhar ao escutar expressões tipo: “Nesta inleição”, “A gente vamos” e “Muito pelo ao contrário”. Mas houve coisas piores. Me recuso a revelar o nome da figura, mas teve um cidadão que em uma reunião de campanha, prometeu que lutaria contra a falta de “ingiene” no Hospital. Pessoalmente, prefiro morrer de infecção hospitalar do que votar neste luminar de “inguinorança”.
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A formação cristã e o nome de Deus também foram usados a torto e a direito por todos os candidatos. É questão de se perguntar: e nós, ateus, céticos e agnósticos, o que temos com isso? Falando numa boa, acho que tanto católicos como crentes tem todo o direito de constituir suas identidades em torno de seus princípios e valores, até porque são parte da sociedade. Mas não tem o direito de pretender enfiar sua cultura goela-abaixo dentro de um estado laico, que não possui religião oficial. Um processo humanista pressupõe o livre trânsito de idéias, onde se confrontam interesses e valores múltiplos.
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Ao contrário de pedantes e metidos a tecer besteiras sobre política sem entender “bulufas”, advogo que dentre os votos válidos na eleição de 2016 em Guajará-Mirim, não estão constando aqueles dados à candidatos fichas-sujas. Afinal, ficha-suja é ficha-suja. Não há o que discutir. Não basta ao cidadão de bem ser apenas honesto. É preciso que sobre sua cabeça nenhuma dúvida sobrevoe. Por causa da vaidade egóica casada com a ignorância cretina de alguns insignes, é que a eleição municipal de 2016 encontra-se sub-judice em Guajará-Mirim. Está cabendo aqueles que fizeram desta eleição uma Sodoma e Gomorra política, o ônus da prova de sua inocência.
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O clima de guerra de torcidas acabou tomando conta das eleições em Guajará-Mirim este ano. Como autênticos “hooligans”, adeptos, acólitos e puxa-sacos de candidatos se atacaram em todos os campos de batalha. Na internet, nos bares, tabernas e repartições, por vezes as emoções tomaram o espaço da lógica racional e do bom senso. Teve gente até marcando encontro com escolha de armas e tudo para tirar a limpo as escaramuças, deixando de lado as propostas políticas de seus candidatos.
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E assim transcorreu a primeira etapa da eleição municipal em Guajará-Mirim.

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