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Publicado em 26 de setembro de 2016

Coluna Almanaque - GUAJARÁ-MIRIM, PROBLEMAS E SOLUÇÕES

Por Fábio Marques.
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Por Fábio Marques
Aclamada por décadas como Cidade Pérola, Guajará-Mirim hoje é apenas o retrato mal acabado das nostalgias de sua época do Eldorado. Há mais de vinte anos largada ao abandono por instáveis governos, Guajará se definha aos poucos num sinistro estado terminal que infecta a cidade inteira e toda sua população.
Este estado de Deus-Dará é visível em todos os espaços públicos e se impacta de forma mais aguda nos bairros carentes de infra-estrutura, que não possuem rede de instalação de esgotos, as casas são obrigadas a construir fossas sanitárias, muitas avenidas ainda de chão, sem limpeza nem capina nas calçadas, os pedestres tem que disputar a passagem com os veículos por conta do matagal nas beiradas, as bocas-de-lobos, quando existem, estão obstruídas a tal ponto que qualquer chuvisco acaba virando o maior lamaçal, os córregos de água que atravessam terrenos, além do mau cheiro, aumentam ainda mais a propagação de mosquitos e doenças.
Guajará-Mirim possui uma extensa área física sem nenhum proveito porque pertencem à reservas ambientais. Existe um Projeto de Lei que contempla a prefeitura com recursos em moeda corrente por conta da situação. A proposta de criação do imposto pela obrigação de preservar o meio ambiente é de autoria do ex-deputado Dedé de Melo que, à época, vislumbrou aumentar a arrecadação municipal através destes “roayalties”. Embora sabido que o montante destes recursos estejam suprindo todos os meses a prefeitura com vultosas quantias, não se tem notícia da aplicação da bufunfa. Aonde é que estão torrando este dinheiro?
Com poucas exceções, aqui temos empresários que cresceram pelo mérito e pelo trabalho. Fizeram investimentos, tiveram coragem e disposição de arriscar e hoje garantem emprego para muita gente. Um exemplo deste tipo de empreendedor chama-se Walmor Brunoro, do Frios Guajará.
A área de Livre Comércio é dotada de condições para exercer o livre comércio de importação e exportação. Foi criada com o objetivo de promover o desenvolvimento das regiões de fronteira. Nos últimos tempos, equações negativas tem deixado empresas e indústrias “cabreiras” quando o assunto é investir em Guajará-Mirim. É preciso conquistar a confiança daqueles que desejam investir na cidade. É preciso criar condições para a atração e fixação de indústrias de alta produção e qualidade, fazendo desta cidade uma similar de Foz do Iguaçu ou até de Miami (E por que não?).
Tenho ouvido de candidatos à prefeito propostas de trabalhar incentivos para a atração de empresas e indústrias para a cidade. Uma boa notícia, se não for mais uma falácia para barganhar votos. Há também que se entender que cidade desenvolvida não é apenas implantar um sistema de comércio que ofereça empregos, mas também abrir em conexão com estes ativos as salas de aulas e dar saúde de qualidade à população.
O problema é que todos sabemos quais são os problemas da cidade e as soluções para estes problemas, mas nos calamos. É preciso acabar com este silêncio. Esta acomodação não encontra mais espaço nos dias atuais. Enquanto ficamos com a poeira da miséria, empresas de fora que mal estão gerando um emprego, faturam às custas dos incentivos que a cidade oferece, ficando cada vez mais ricas. Enquanto seus caminhões destroem nossas avenidas, escolas estão ao abandono, a saúde encontra-se à míngua, a pobreza aumenta e a violência campeia

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