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Publicado em 3 de setembro de 2016

Audiência discute interdição do Hospital Regional de Guajará

Unidade foi interditada pela Justiça do Trabalho há duas semanas. Cerca de 100 pessoas participaram do encontro, na Câmara local.
Audiência foi feita na Câmara de Vereadores da
cidade
Uma audiência pública foi realizada, nesta sexta-feira (2), para discutir os problemas da saúde em Guajará-Mirim (RO), município a 330 quilômetros de Porto Velho. O principal assunto tratado no encontro foi a interdição do Hospital Regional da cidade, feita pelo Ministério do Trabalho em agosto. A audiência foi realizada no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, com a participação de aproximadamente 100 pessoas.
A mesa que presidiu a reunião foi composta por parlamentares, representantes dos órgãos municipais e estaduais de saúde, além de membros de entidades e instituições filantrópicas. O salão ficou lotado com profissionais da saúde e pela comunidade, que tiveram oportunidade de fazer questionamentos sobre o hospital.
Vários problemas relativos à saúde no município foram abordados, mas o principal deles foi interdição do Hospital Regional Perpétuo Socorro, ocorrida há cerca de duas semanas pela Justiça do Trabalho. O prédio foi interditado depois de uma inspeção, por más condições na unidade, falta de condição de trabalho para os servidores e de materiais hospitalares.

Interdição
A interdição do hospital foi feita pelo juiz titular da Vara do Trabalho, Carlos Antônio Chagas Júnior, que determinou também que todos os pacientes internados fossem transferidos para um hospital particular do município, sem que os salários e os empregos dos servidores fossem prejudicados.

Pacientes precisaram ser transferidos após interdição (Foto: TRT/Divulgação)
Se a decisão judicial não fosse cumprida até o último dia 26 de agosto, município e estado receberiam multa de R$ 50 mil por dia. Segundo a determinação do juiz, a administração municipal e estadual devem fornecer obrigatoriamente saúde pública à população, sob crime de responsabilidade, tendo ainda responsabilidade pessoal e solidária dos agentes públicos.
Durante a inspeção no hospital em agosto, foi constatado pacientes internados em péssimas condições, carrinhos enferrujados, teias de aranha e mofo nas paredes e teto. No laboratório também foi constatado insetos, mofo, armazenamento irregular de produtos, janelas tampadas com papelão, piso quebrado, entre outros problemas.
Em audiência antes da inspeção, o prefeito Dúlcio da Silva Mendes, alegou que os recursos financeiros repassados ao município não são suficientes para cobrir a demanda de serviços. Segundo ele, a saúde recebe apenas R$ 315 mil da União, valor insuficiente para gerir os atendimentos da unidade.

Nova interdição
Cerca de uma semana após a primeira interdição, a unidade teve uma nova interdição, dessa vez da clínica médica e cirúrgica, por descumprimento do prazo de transferência dos serviços. Na ocasião, toda a diretoria do Hospital Regional foi destituída pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Além das interdições da unidade, outros graves problemas da saúde foram levantados e debatidos durante a audiência, um deles foi sobre a falta de médicos especialistas na região fronteiriça, o que acaba sobrecarregando os hospitais da capital devido ao grande número de encaminhamentos de pacientes que poderiam receber o tratamento no próprio município.

Cerca de 100 pessoas participaram da audiência, em Guajará
 A dona de casa Kelciane Choma Paiva, de 27 anos, foi uma das representantes da comunidade que pediu para falar na tribuna, por quatro minutos, tempo estipulado para quem desejasse se pronunciar. Ela disse que espera melhorias na saúde e que um "caos" foi instalado com os problemas que existem.
"Socorro! Esse é o nosso grito, socorro. Não sabemos mais a quem recorrer. As autoridades, o estado e nossos políticos precisam olhar para nós, pois estamos afundados na lama. Vivemos sem a certeza de ter um hospital, estamos no meio de um inferno, um verdadeiro caos, não aguentamos mais", desabafou a mulher.
Os servidores do Hospital Regional protestaram com faixas, contra a terceirização dos serviços hospitalares e pediram melhores condições de trabalho. Até o fechamento desta reportagem, a audiência não havia sido encerrada e a previsão é que se estendesse até o final da tarde.
No próximo dia 5 haverá uma reunião que irá decidir a situação do Hospital Regional Perpétuo Socorro, onde irão participar a Justiça do Trabalho, Ministério Público Estadual, representantes do governo do estado, prefeitura e órgãos municipais e estaduais de saúde.

 Fonte: G1.
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