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Publicado em 4 de agosto de 2016

Coluna Almanaque - O SHOW JÁ TERMINOU

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Causou alvoroço e revolta na Internet semana passada a proibição por parte do Corpo de Bombeiros, do show musical que a Banda Cover vinha fazendo nos finais de semana em frente ao Museu Municipal. A depender dos humores do Comando da instituição, parece que o capítulo “Música de Quinta” que ocorria já alguns anos nas épocas de férias naquele espaço, está suspenso.
De acordo com os informes, no epílogo desta sinistra novela, algumas cobranças absurdas foram impostas para que o evento pudesse ser levado adiante, tais como a exigência de um técnico de som e de um eletricista. Ora, técnico de som o conjunto musical possui, e que por um acaso também sabe distinguir as correntes e voltagens elétricas. Numa cidade tão precária de eventos, o excesso de zelo por parte do Comando de Bombeiros pareceu mais como uma afronta à cultura, à tradição e aos costumes.
Portanto a partir de agora, quem quiser apreciar projetos culturais desta grandeza e formato na cidade de Guajará-Mirim, somente poderão fazê-los em casa através do computador ou do celular de forma virtual, sem compartir sua alegria e prazer espiritual com as pessoas do convívio social.
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Os músicos da cidade já estão passando por momentos difíceis pela falta de eventos culturais, aí quando aparece uma novidade, uma ocasião para descolar uns trocados através de apoios culturais e patrocínios, logo também aparecem os eternos atalaias da repressão para opor obstáculos.
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Aqui está podendo tudo. Aqui se reprime a cultura, a música, o lazer e o entretenimento como valores do espírito. Quando não é o Corpo de Bombeiros, é a Polícia Ambiental, o Ibama ou a Polícia Federal que resolvem obstruir o progresso de Guajará-Mirim e intervir na cultura da população. Acabaram com as festas juninas nas escolas, ninguém pode mais apreciar a culinária regional à base de animais silvestres (paca ou queixada, por exemplo) e “galinhas d’água” (tracajás), acabaram com as músicas ambientes nos barzinhos e com o comércio formiga do qual sobrevivem los “pueblos hermanos”. O que dá para entender é que para estas instituições, todos os guajaramirenses são culpados até que se prove o contrário.
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O paradoxal nesta história é que eventos privados que objetivam lucros privados para empresas privadas como os que estão ocorrendo no Espaço Multi-Eventos que, diga-se de passagem, é um local público que construiu o Governo do Estado com dinheiro público, e que portanto, deveria ser de utilização aberta ao público, está podendo. Dá pra entender?
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Muito antigamente, mais ou menos nos primórdios da cidade, considerando-se os métodos precários no que se refere à coleta do lixo, as autoridades orientavam os moradores que incinerassem o entulho acumulado em suas residências. Hoje, apesar de termos uma coleta de lixo mais ou menos regular, é fato notório observar que este costume medieval atravessou os anos e parece influenciar parcelas da população. Basta que qualquer um dê um passeio no final da tarde ou à noitinha pelos bairros da cidade para sentir in loco o impacto ambiental causado pela fumaça oriunda das fogueiras que alguns concidadãos insistem em fazer nos quintais de suas casas. É preciso que as autoridades ambientais (Aí sim, está valendo) tomem as medidas precisas no sentido de que atitudes arcaicas como essas sejam abandonadas pelos discípulos de Nero, antes que todos morramos por asfixia.
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