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Publicado em 9 de julho de 2016

Diário Eletrônico revela à Seduc e ao MEC vida escolar de alunos e professores de todo o estado

Pelo programa, Seduc e Inep dispõem de dados da escola [com localização exata pelo Google]; dados do aluno [notas e frequência]; dados completos do professor e dados dos servidores de apoio.
De Chupinguaia, a 659 quilômetros de Porto Velho, às escolas da Capital, o portal Diário Eletrônico consolida em tempo real a construção de um banco de dados que, há três anos, atende  ao Governo de Rondônia e ao Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação.
 

Em 2016, o programa revela a situação de 181.526 alunos em 306 escolas. Prevê-se que ele alcance até 2017 o total de 441 escolas cadastradas, inclusive em terras indígenas.
“É um produto nosso, que atende tanto o aluno quanto a equipe pedagógica, fortalecendo a transparência defendida pelo governador Confúcio Moura”, diz Lia Linhares, responsável pelo treinamento de equipes pedagógicas em Porto Velho e no interior do Estado.
Elas se distinguem pela formação de multiplicadores nas coordenadorias regionais de ensino (CREs). Cada coordenador pedagógico é treinado para ensinar outros funcionários a alimentar o sistema.
Pelo programa, Seduc e Inep dispõem de dados da escola [com localização exata pelo Google]; dados do aluno [notas e frequência]; dados completos do professor e dados dos servidores de apoio.
O programa governamental de Infovias [internet em alta velocidade] tornou-se possível depois da contratação de serviços de reparo e manutenção do anel de fibra óptica em Porto Velho.
No ano passado, Rondônia passou a usar conexão de fibra óptica da Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras) com velocidade de tráfego de 1 Gigabit, aumentando a transmissão de dados com o restante do Brasil e com o mundo.

Programa reúne dados de alunos, professores e equipes de apoio em escolas estaduais.
 O Diário Eletrônico funciona na Coordenação de Tecnologia, Informação e Comunicação (CTIC) da Seduc, no 1º andar do Edifício Guaporé (Complexo Rio Madeira), no Bairro Pedrinhas.
Gerido por uma equipe de seis funcionários, ele abrange também escolas distritais e rurais e serve ainda à mediação tecnológica, que chega às terras indígenas.
No entanto, ainda existem “altos e baixos” a serem solucionados. Há também o que comemorar, quando se analisa a situação de áreas isoladas: em Querência do Norte, distrito de Primavera de Rondônia, a 543 quilômetros de Porto Velho, o sinal é tão bom quanto na Capital. O mesmo ocorre em no distrito de Rondominas [município de Ouro Preto do Oeste] e em Boa Esperança, distrito de Chupinguaia, por onde se chega percorrendo uma estrada de chão.
Quando a antena VSat foi instalada na terra dos índios Amondowa, em Mirante da Serra [leste rondoniense], a CTIC percebeu mudanças no tratamento costumeiro dado a visitantes. “Fomos muito bem recebidos nas salas de aulas”, ela conta.
“O mesmo tratamento dado aos municípios é dado também aos distritos, mesmo que o acesso seja difícil e exista ali apenas uma escola”, garante Lia.
Mirante, 7 mil habitantes e 1 191,882 km² de área, é muito conhecida em Rondônia pela Maratona do Avestruz e a Festa do Peixe. São eventos incluídos nos cursos ambientais. A montaria em avestruz é única modalidade do tipo no Brasil. Cerca de oito a dez mil pessoas de outros municípios visitam a festa por dia.

ROTINA FACILITADA
As coordenadorias regionais de ensino dão suporte ao programa. Por enquanto, ele funciona na rede estadual, mas a CTIC já tem pedidos de cooperação para levá-lo à rede municipal, conta Lia Linhares. Secretarias Municipais de Educação de Ouro Preto do Oeste, Porto Velho e Vilhena conheceram a didática do programa., solicitando termos de cooperação à Seduc.
Segundo ela, a equipe “se sente honrada” pelos resultados do programa em fase de ajustes finais. “Para nós é bom saber que nosso trabalho agrada e possibilita a formação deste imenso banco de dados”.
O diferencial, explica Lia, é que antes a maioria das escolas utilizava o sistema meramente local, enquanto hoje o acesso é on-line, em qualquer lugar do estado, por tablet, celular ou notebook.
Em casos de transferências, por exemplo, as escolas visualizam o ID [identificação] para conhecer o aluno.
Em caso de dúvidas gerais, a equipe pedagógica da escola se reporta à CRE e essa, à CTIC.

TIRA-DÚVIDA
No banco de dados desse programa, Sérgio Soares, lembra que o projeto-piloto iniciado em 2013 começou a ser usado em algumas escolas do interior, foi ajustado em 2014, com dados ainda em falta, e avançou em 2015.
“Já temos matrículas escolares on-line e a chamada escolar para saber quantas vagas são oferecidas em cada escola. Aos pais, o sistema permite localizar a escola mais próxima de suas casas”, observou Sérgio.
Uma visita à CTIC permite ver o cotidiano da equipe: em meio a diversos computadores em atividade e outros usados e encaixotados, os funcionários conversam com escolas distantes do centro de decisões da Seduc.
O tira-dúvida em tempo real funciona com um grupo de WhatsApp, e-mail e telefone celular. Além deles, a equipe visita pessoalmente as escolas. “Na medida possível, atendemos a todos”, garante Lia.
“Quando o diário era feito à mão [depois em word, no computador], a secretaria escolar  dependia unicamente da boa vontade do professor; hoje, no dia certo do fechamento do ano letivo, o pessoal já dispõe de informações precisas”.
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