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Publicado em 22 de julho de 2016

Coluna Almanaque - MARCAS DO QUE SE FOI

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Na eqüidistante Guajará-Mirim de 1982 as lojas do centro comercial estavam abarrotadas de mercadorias e de clientes, empresas como a CCO e a Mendes Junior davam início às obras de asfaltamento das avenidas Leverger e Constituição em toda sua extensão e 15 de Novembro, Quintino Bocaiúva, Mendonça Lima e Leopoldo de Matos, no seu restante. Neste ano foi implantado o sistema de televisão direta, já que antes nossa TV era repetidora e o hospital regional havia acabado de ser entregue à população totalmente reformado. Podia se dizer que as coisas em nossa cidade iam de vento em popa.
Muita coisa mudou de lá pra cá. A cidade conquistou algumas coisas e perdeu outras. Hoje a cidade implora por alguém limpo e competente no comando da coisa pública. Alguém que saiba administrar com tino, garra, confiança e sentimento de amor ao próximo. Alguém que queira colocar Guajará-Mirim nos trilhos. Alguém que tenha peito para falar sobre tudo o que houve de errado nesta prefeitura, mas que também chame para si a responsabilidade de assumir o conserto dessas coisas. Alguém que queira revitalizar o nosso centro comercial. Alguém que tenha coragem de mudar o histórico de sujeiras na administração pública com uma administração limpa, transparente e voltada para o cidadão; este sim, o verdadeiro dono da cidade. Alguém que tenha vontade de começar um novo tempo, de começar o futuro.
O povo já não agüenta mais esperar por melhoras que nunca vem, o povo já está cansado de promessas vãs e de belas palavras. O povo quer resultado, atitude e hombridade. É preciso acabar com esse marasmo por qual passa nossa cidade e que já vem durando mais de 20 anos. Marasmo no sentido de que nada aqui vai dar certo, mas também no sentido de improbidade, de desmandos e inoperância. Temos que mudar tudo isso que aí está substituindo por evolução através de novas ações políticas.
Nossa cidade está muito acabada. Alguns bairros recebem privilégios (melhoras, obras...) e outros não. O matagal está tomando conta das calçadas nas avenidas centrais da cidade. As obras que estão em andamento, como é o caso da reforma da maternidade, e o término das obras de construção da creche municipal já deveriam ter sido inauguradas, mas com certeza a atual administração está esperando a proximidade das eleições para poder inaugurar. É um descaso, pois a questão eleitoral está acima da saúde e das agruras da população.
É preciso lembrar ainda que a nossa população mais pobre, no final das contas acaba vendendo seu voto em troca de sacos de cimento, dentaduras, passagens, cestas básicas, prestação disso ou daquilo, carradas de areia ou piçarra e até por vinte pratas para tomar uma cervejinha no boteco da esquina. Faz-se necessário, acima de tudo, que se busque alguma forma de se fazer política sem precisar lançar mão deste tipo de artifício e apelação.
É preciso acabar com este ranço que mantém a cidade no lamaçal que afunda cada vez mais no lodo das falcatruas, das cartas marcadas, da troca de favores, do toma-la-da-cá e do banditismo político. Guajará-Mirim e sua gente não merecem passar pelo que estão passando.
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