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Publicado em 27 de junho de 2016

No retorno ao profissional, Morumbi encerra estadual com atuação irregular

Tricolor voltou ao Campeonato Rondoniense depois de uma década de inatividade. Com diversos problemas, equipe terminou estadual só com 11 jogadores
O ano de 2016 ficará para sempre na história do Morumbi, como sendo o ano da volta ao futebol profissional, depois de dez anos desativado. Apesar do retorno, o Tricolor da Pérola do Mamoré não teve grandes motivos para comemorar durante os 14 jogos que disputou nos dois turnos do Campeonato Rondoniense, pois conseguiu apenas duas vitórias, sendo que uma foi por W.O. sobre o Rolim de Moura, que anunciou sua desistência em plena competição.

Equipe do Morumbi.
 Ainda em 2015, o clube começou um grande trabalho interno de reestruturação visando a volta ao futebol profissional. Hélder Passos assumiu a presidência, o antigo nome de Armazém Morumbi foi substituído por Sporting Club Morumbi Rondoniense, além da contratação do português Fernando Lage como treinador. Em meio a um turbilhão de problemas e insatisfeito, Lage acabou deixando o Morumbi antes de iniciar o segundo turno, para assumir o comando de um clube do Amazonas.
Com tudo organizado fora de campo, faltava apenas a definição do elenco. A diretoria optou por investir pesado na contratação de jogadores de fora do estado e manteve poucas pratas da casa no plantel. No início do estadual a expectativa foi grande em cima do rendimento da equipe, mas a sequência de empates e resultados negativos foram minando aos poucos as chances de conquistar as primeiras posições na tabela.

Primeiro turno
O Tricolor iniciou a temporada jogando em casa, contra o Ariquemes e acabou perdendo de 1 a 0. Após sete jogos no primeiro turno, acabou como sétimo colocado, com três pontos ganhos em três empates, quatro derrotas e nenhuma vitória conquistada. As redes dos adversários foram balançadas sete vezes, mas a defesa sofreu 16 gols e encerrou com um saldo negativo de menos nove.
Na terceira rodada, diante do Guajará, a equipe saiu perdendo e virou de forma espetacular, mas cedeu o empate aos 48 do segundo tempo. O placar de 2 a 2 entrou para a história, pois foi a primeira partida entre os dois clubes de Guajará-Mirim, no clássico “A Batalha da Pérola do Mamoré”.
Longe das primeiras posições, o Morumbi encerrou o turno com objetivo de se reorganizar e voltar para o returno com outra pegada.


Segundo turno
Já sem Lage, o time iniciou o segundo turno querendo dar a volta por cima, mas no reencontro com o Ariquemes, sofreu nova derrota, por 4 a 2. O clímax e a esperança voltaram após uma vitória heroica sobre o Ji-Paraná. Jogando em casa e com um expulso, o Morumbi venceu o Galo da BR por 3 a 2, de virada.
Tudo parecia estar caminhando para um novo começo, mas na partida seguinte, a derrota de 1 a 0 para o Guajará, trouxe à tona os problemas internos de salários atrasados e alguns jogadores abandonando o elenco. Depois da desistência do Rolim de Moura, a esperança se renovou mais uma vez com mais três pontos na tabela, porém as últimas três partidas do returno foram cruéis para o Morumbi.
 As derrotas de 6 a 0 para o Genus, 7 a 0 para o Real Ariquemes e 5 a 0 para o Rondoniense, deixaram o Morumbi em sexto lugar, com seis pontos, duas vitórias conquistadas e cinco derrotas. Com oito gols marcados e 25 sofridos, o clube amargou encerrar sua participação com a defesa mais vazada da competição, com um saldo negativo de menos 17, somando 41 gols sofridos em toda competição.

Treino do Morumbi

Problemas extracampo
O que parecia ruim, foi ficando ainda pior a cada rodada. Os problemas extracampo foram deixando o Morumbi mais longe do planejamento inicial. Salários atrasados, dificuldades financeiras, reclamações da arbitragem, problemas com o transporte durante as viagens, tudo isso fez com que o rendimento caísse durante o Campeonato Rondoniense.
Sem soluções imediatas, o clube teve que ver o elenco diminuindo a cada jogo. Já sem chances de classificação, na última rodada o Tricolor enfrentou o Rondoniense com apenas 11 atletas e terminou o jogo com nove jogadores em campo, pois o lateral direito Belovy se machucou ainda no primeiro tempo e não havia reservas para substituí-lo, além do atacante Joel, que foi expulso no segundo tempo.
 Apoio da torcida
Apesar dos maus resultados em campo e os problemas fora dele, a torcida não abandonou o time. Na última rodada, 35 pagantes foram ao Estádio João Saldanha e assistiram a derrota de 5 a 0 para o Rondoniense. Em meio a críticas, vaias e revolta, o amor pelo clube da cidade falou mais alto e ainda se ouvia gritos de apoio ecoando nas arquibancadas.
Ironicamente, o clube que teve seu elenco formado por 90% do jogadores de fora, terminou sua participação com seis pratas da casa, como base do time titular.
Nos dois turnos, o Morumbi não chegou a ter 100% de casa cheia, mas nunca jogou com as arquibancadas vazias. O clássico contra o Guajará, no primeiro turno, foi o maior público da cidade durante o estadual.
A próxima temporada ainda não começou, mas para o Morumbi o planejamento é essencial para dar a certeza de que o time volta à campo em 2017. O sonho do título se mantém vivo, mas antes de tentar mais uma vez, a diretoria terá o grande desafio de honrar as dívidas deste ano e se reorganizar dentro de suas possibilidades.

Rondoniense 5 x 0 Morumbi

Fonte: Globo Esporte.
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