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Publicado em 29 de junho de 2016

Crônicas Guajaramirenses - Em Guajará, um referendo tipo aquele do reino unido

Costumo dizer que Guajará-Mirim tem semelhanças com Paris, a Cidade-Luz. Em Guajará falta luz. E como falta!
* Por Paulo Saldanha
Costumo dizer que Guajará-Mirim tem semelhanças com Paris, a Cidade-Luz. Em Guajará falta luz. E como falta!
Porém, tem ar londrino, eis que amanhece com neblina. E tem (melhor dizendo, já teve) o relógio da igrejinha a badalar as horas com a precisão do Big Ben.
Tudo, ou quase tudo que é exaltado nas principais metrópoles do planeta tem uma representação em menor escala aqui na cidade que me serviu de berço e a tantos outros cidadãos de maior e igual coturno. Há lugares com oceanos e com mares. Temos até um mar!!! Esse tal de Mar...Moré.
A Estátua da Liberdade, símbolo da grandeza americana, é desafiada com três reverências regionais imponentemente implantadas na Avenida 08 de Dezembro, ali na frente da casa do ex-policial e audacioso morador local que atende pelo nome de Apolônio da Silva, o nosso querido Vaca Braba, que se auto homenageou e também ao Chiquinho Nogueira (ex-prefeito e ex-deputado estadual) e ao Capitão Alípio (grande mensageiro do bem), colocando os três bustos – tamanho grande – ali na margem esquerda do logradouro, em direção à Serra dos Pacaás Novos.
Numa resposta a uma ponte existente na Inglaterra, em Newcastle, sobre o rio Tyn, temos as pontes do Rio Bananeiras e aquela conhecida como a Ponte do Salomão, obras que tanto orgulho nos dão.
Em contraposição ao morro do Pão de Açúcar oferece-se ao turista um pedaço da Cordilheira dos Parecis, um lugar abandonado pelas autoridades desde o sempre, mas que representaria um colírio aos olhos dos visitantes.
Lá na fronteira entre Nova Iorque (EUA) e da província canadense de Ontário há as Cataratas do Niágara, quase famosa; mas a contrapartida guajaramirense é contundente e dá ao mundo, ao invés de uma, duas enormes cachoeiras conhecidas pelos pomposos nomes de Guajará-Mirim e Guajará-Açu.
Na Europa temos rios famosos como o Tâmisa e o Sena. Nós temos dois, um a embelezar a cidade (Mamoré) e o outro a orvalhar os olhos de quem o vê num encontro de águas - no caso, o rio Pacaás Novos.
E por isso e por outras que deveremos trilhar o caminho do Reino Unido: fazer um referendo que nos separe do Brasil e de Rondônia!
Ora, lá como cá todos estão insatisfeitos com o poder dominante. Lá, pelo menos, a corrupção não é tão desenfreada como cá. Lá como cá há a pouca transferência de recursos orçamentários e financeiros para o nosso desenvolvimento em contrapartida àquilo que, por exemplo, este município contribui através do suprimento de áreas que ampliam a oferta de espaços protegidos visando “a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos”.
Faço notar que outros municípios rondonienses com o poder de fogo político mais intenso derrubaram e/ou saquearam quase completamente suas florestas. Mas puniram Guajará-Mirim, transformando seu território em parques, reservas extrativistas, reservas biológicas e terras indígenas, e com isso praticamente tornando indisponíveis mais de 93 % de sua área geográfica - ou seja, quase a sua totalidade.
Consoante o Ministério do Meio Ambiente, a geografia guajaramirense “concentra a maioria das Unidades de Conservação (UCs) de Rondônia: Parque Estadual de Guajará-Mirim; Parque Nacional da Serra da Cutia; Parque Nacional do Pacaás; Reserva Biológica Rio Ouro Preto; Reserva Biológica Traçadal; Reserva Extrativista do Rio Cautário, na divisa com o Município de Costa Marques; Reserva Extrativista Barreiro das Antas.
E o que nos dão como compensação são migalhas, se comparado com o custo de oportunidade que deixamos de usufruir se merecêssemos a chance que os nossos concidadãos e conterrâneos tiveram ao poder incrementar a sua economia no eixo da BR 364, aproveitando racionalmente os fatores de produção: a terra, o capital, o trabalho.
Por isso e por muito mais, façamos o que os bretões fizeram como protesto, em busca da nossa redenção e da nossa independência, assim como Plácido de Castro e Galvez fizeram na chamada Revolução Acreana: criemos a nossa moeda própria, as nossas leis e os nossos poderes, os instrumentos e equipamentos para nos credenciar perante as demais nações, abrindo os nossos portos às nações amigas...

* PAULO CORDEIRO SALDANHA: Nasceu em 1946, em Guajará–Mirim, Rondônia. É Advogado e hoteleiro. Foi Presidente de Bancos Estaduais de Rondônia e Roraima, Diretor do Banco da Amazônia e Diretor–Geral do Tribunal Regional do Trabalho da 14º Região. Cronista e Romancista. É Membro Fundador da Academia Guajaramirense de Letras-AGL e Membro Efetivo da Academia de Letras de Rondônia-ACLER. 
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