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Publicado em 20 de junho de 2016

Coluna Almanaque - TEJE PRESO...

Por Fábio Marques.
Por Fábio Marques
Todos os dias ouvimos notícias de roubos, furtos e arrombamentos, assaltos e outros delitos que envolvem menores de idade. Mas o que mais assusta a cada dia que passa é o crescente número de ocorrências que envolvem estes menores com o tráfico de drogas.
Segundo informações obtidas, os chefes de bocas-de-fumo, a fim de safarem-se das sanções previstas em lei, agora utilizam estes garotos para oferecer seus produtos através de vendas de substâncias químicas (mela, brilho, oxidada), às vezes até em plena luz do dia aos transeuntes.
É chegada a hora de dar um basta à esta situação ou a culpa recairá em todos nós que de maneira direta ou indireta pactuamos com o crime. Porque chegamos a um tempo em que a participação indireta tornou-se tão infamante quanto a prática do próprio crime. Quem fornece munição para o inimigo está ajudando o outro a vencer. Quem dá o seu “tapinha”, mesmo que de forma recreativa, não só fortalece o tráfico como também ajuda a que agonizem outras vítimas – os drogados em geral. Da mesma maneira que há que se traçar novas táticas e técnicas de operações associadas às maciças ações sociais, temos que rever também nossas posturas éticas e morais ante o problema.
Lógico também que não devemos estigmatizar setores da sociedade por causa da ação de meia-dúzia de maus-elementos que semeiam a violência e metem medo na população honesta e nas famílias de bem. A maioria das pessoas que entraram nesta “barca-furada”, fizeram de gaiatos, por falta de emprego, falta de harmonia no lar ou perspectivas de futuro. O problema está na casta de marginais que parecem que foram criados num lugar sem lei, uns caras sem respaldo, sem autoridade, sem dar satisfações a ninguém, sem princípios nem nada. Então a quantidade de cultura que um cara desses recebe é a da Tela Quente da TV, do Bruce Willis e do Schwarzenegger, quer dizer, eu vou vender minhas paradas, vou arregaçar e por aí afora.
Agora suponhamos que esta meia-dúzia de maus-elementos seja realmente barra-pesada, e utilizem de 10 a 15 zé-manés para serem seus “aviões”. Estes 10 ou 15 meliantes, larápios e outros pobres coitados que, como já dissemos, por falta de emprego, opção de vida, oportunidade ou até mesmo um certo encanto e atração pelos riscos da vida bandida, resolveram fazer parte do “mal” vendendo parangas, roubando bicicletas, assaltando nas vias públicas ou nas casas, ou sei lá o que você queira imaginar. A estes, uma rede social complexa, que incluiria o Estado, entidades, instituições e associações, deveria dar uma segunda chance (e uma terceira e uma quarta...)
Agora me digam leitores, será que não temos condições de colocar a meia-dúzia de maus-elementos que acabou sobrando e ficou sem proteção, na xambica?
##########

PS. Não tirem falsas conclusões de meu artigo. Toda campanha que se fizer em relação às drogas é válida, embora tenham efeitos mínimos. Sabemos que o universo da droga, a dependência e o sofrimento causado pela dependência das drogas, tanto para a família como para os amigos, tudo isso é uma barra-pesada, tudo isso é uma porcaria no amplo sentido.
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