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Publicado em 29 de junho de 2016

Coluna Almanaque - SESSÃO NOSTALGIA

Por Fábio Marques
Por Fábio Marques
Quando garoto eu descia a Avenida Leopoldo de Matos à procura de meus amigos, que em sua maioria residiam em suas cercanias: o hoje vereador Célio Targino, o PM Ítalo, o PM Francis, Ademir da Coca-cola, Jorginho do Idaron, Valdomiro filho do Vavá, Pé-pau, Dandão, Luquinhas, Paulo Medeiros, Marcos da Casa Brasil, Kilinga, Antônio Piñedo, Tribilin, Glaubério, Sandro e Tom, filhos do Bibi, Isaac Azulay, Padreco, Rique Badra, Lorenzo Villar e mais uma porrada de gente que não consigo lembrar no momento. Naquela época tinha um sonho. De crescer e ver minha cidade desenvolver.
Lembro quando o presidente Figueiredo esteve aqui fazendo uma série de inaugurações e o governador Jorge Teixeira inaugurando a nova rodoviária com discursos inflamados. Sentia que a cidade estava em festa. A gente respirava um ar de novidade e as coisas aconteciam em ritmo frenético. As pessoas se acotovelavam para ver o “Teixeirão” fazer discurso. Tinha banda de música, pipoca e algodão doce.
Guajará-Mirim neste tempo oferecia à sua população estudo público de qualidade. Havia uma certa expectativa sobre um promissor futuro para as pessoas que aqui se formavam. Nosso comércio estava no auge e vendendo adoidado. Tínhamos as Casas Pernambucanas, o T.T. Dias e Cia, a Sapataria leal, A Mobiliadora Presidente, o Comercial Xeque-mate, o Souza & cia, a Som Pop, Status e a Cica Jeans. Tinha também a Rondonauto, a Rondex e a Rondobor. Éramos uma grande família.
E aí foi que a nossa geração começou a se dispersar. Uns foram estudar fora, outros seguiram o negócio do pai, outros resolveram partir pra política, outros pro tráfico de drogas, outros tomaram o caminho sem volta da viagem através de “baratos”; tens uns que se tornaram párias sociais, farrapos humanos e até hoje estão por aí. Alguns amigos presos pra nunca mais; alguns morreram em trágicos acidentes.
Tínhamos artistas em profusão. Tinha baile no clube Helênico para o pessoal do high society e festas no clube dos Trabalhadores, Cristal Drinks, Reluz, Planeta Loucura, Mikonus, Seresteiro e Suvaco de Cobra para as pessoas do baixo extrato social. Guajará-Mirim era a cidade de vanguarda do Estado. As pessoas vinham para G.Mirim no intuito de visitar nossa cidade e não apenas para comprar na Bolívia como ocorre hoje. Tínhamos futebol: Pérola, América, Marechal, Guajará, Fronteira e Flamenguinho. E tinha gente feliz. Tinha charanga e batucada. Ai que saudade de Guajará-Mirim...
Porém como tudo muda, tivemos aqui um revezamento que deixou marcas profundas na política local. Com a chegada ao poder de um mal-afamado rodízio, começou o inferno astral da cidade. Isto porque para se manter no poder, este consórcio não teve escrúpulos nenhum ao passar um trator por cima de tudo, e até da própria vergonha ao apoiar patifes da pior espécie para dividir com eles o espólio da roubalheira.
Tomara agora com estas eleições que estão porvir, o nosso povo tenha um pouco de respaldo moral ao colocar seu voto na urna e queira de verdade começar um novo tempo. O tempo da administração do homem para o homem, do bem para o povo. É chegada a hora de recomeçar a reconstrução da nossa cidade.
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