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Publicado em 17 de junho de 2016

Coluna Almanaque - CHEGA DE LIXO CULTURAL

Fábio Marques.
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Por Fábio Marques

Meu saudoso pai me ensinou que cultura significa acúmulo de conhecimentos. A imensa gama de conhecimentos necessários à uma pessoa é que distingue a sua cultura. O resto é resto. Canudos e diplomas jamais irão significar sabedoria, inteligência ou cultura, mas tão somente um acúmulo inexato de algumas instruções e suas aplicações sobre tal ou qual teoria ou assunto acadêmico.
No final dos anos 70 e começo dos anos 80, uma entre muitas utopias que ainda se faziam vigentes era de que a cultura erudita e a cultura de massa – ou a alta e a baixa cultura para quem prefere a antiga nomenclatura elitista – eram duas faces da mesma moeda, ou pelo menos dois idiomas diferentes para expressar, no fundo, uma linguagem só, a do espírito humano em sua aventura de auto-conhecimento sobre o planeta. Cultura erudita e cultura de massa podiam, deviam e – mais do que isso – tinham a obrigação de trocar figurinhas, de dialogar e se fazerem entender. Por exemplo, embora em linguagem e sentido paralelos, uma música do cantor Antônio Marcos ecoava ao público com o mesmo agrado de uma canção de protesto do artista Chico Buarque.
Hoje em dia sabemos muito bem que a cultura geral que está se impondo é uma coisa impregnada de banalidade e vulgaridade. Uma agressão aberta à identidade cultural do nosso povo. O que se difunde, divulga e se propaga como cultura não passa de uma coisa horrenda que penetra em nossa casas sem pedir licença e acabam por emburrecer e transformar as pessoas em expectadores deslumbrados de aberrações como Calipsons, Luans Santanas e os forrós universitários e breganejos da vida. Não que estas coisas não devam existir, mas é preciso que se mantenha um olhar bem crítico em relação a este tipo de “cultura”. Essas coisas procuram de todas as maneiras relegar nossa cultura a um segundo plano, tentando fazer com que desapareçam nossas manifestações artísticas e nossas mais legítimas raízes culturais. Só para se ter uma ideia, peguemos o péssimo exemplo do Xou da Xuxa que acabou findando com as tradicionais cantigas de roda que duraram mais de 400 anos, mas que não resistiu ao linguajar de débil mental das apresentadoras seminuas de desenho animado.
O pior é que a gente descobre que infelizmente o povo assiste a este tipo de entretenimento porque é muito pobre e não tem grana para passear com a família nos fins de semana. Então a única maneira de distrair a cabeça dos sufocos do dia-a-dia é quando chega o fim de semana sentar diante da televisão e se emburrecer com estes tipos de atração, ou no máximo encher os cornos de cachaça nos botecos que projetam estas aberrações em telas maiores que lhes masturbam o cérebro até a última potência do espírito.
A cultura tem uma missão muito ampla. Ela é a alma do homem sobre a terra. Meu ideólogo máximo Bertrand Russel, paradigma maior entre pensamento e ação dizia: ser culto para ser livre. A cultura é a única forma de liberdade. Quando se é culto ou se procura ter uma cultura geral, nada nem ninguém poderá manipulá-lo.

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