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Publicado em 21 de junho de 2016

A questão do lixo

 * Gabriel Cestari Vilardi
O número de pessoas no mundo cresceu muito nas últimas décadas. O consumo estimulado pelo capitalismo levou à geração acentuada de resíduos, materiais considerados sem utilidade ou que entraram em desuso. Estes resíduos constituem o que chamamos de lixo. O lixo pode ser depositado em locais inadequados, como os lixões. Mas, um problema mais grave ocorre quando se descarta os resíduos próximos a nós: em ruas, calçadas, praças ou terrenos baldios. Esta situação demonstra falta de conscientização do indivíduo em relação ao seu papel como cidadão, na construção da vida em sociedade. Falta às pessoas a importante percepção de que a cidade que sujam é a mesma que trabalham e vivem.
Bactérias, vírus, fungos e vermes são alguns dos causadores de doenças associados ao lixo. O material descartado atrai animais como baratas, ratos, moscas e mosquitos, os quais transmitem dengue, zika, chikungunya, febre amarela, malária, leishmaniose, febre tifóide, cólera e disenteria. Há também os animais peçonhentos com aranhas, escorpiões e cobras, cujas picadas podem representar risco de vida. O lixo acumulado nas proximidades de aeroportos pode levar a acidentes pelo choque de aviões com urubus atraídos por carne em decomposição. O apodrecimento do lixo orgânico gera mau cheiro e produz o líquido escuro, fétido e altamente contaminante conhecido como chorume. Esse líquido pode penetrar no solo pela ação da chuva, contaminando águas subterrâneas: os lençóis freáticos e aquíferos.
Todos esses problemas relacionados ao lixo podem ser diminuídos significativamente através de algumas ações. Reduzir o volume de lixo produzido é uma das soluções mais eficazes. Esse objetivo pode ser alcançado pela prática de atos simples como evitar pegar sacolas plásticas em supermercados, planejar bem as compras evitando desperdício e substituir copos descartáveis por opções duradouras. Reutilizar produtos também é bastante importante, como usar garrafas de refrigerante para guardar água, transformar embalagens de leite e cartelas de ovos em vasos para a criação de mudas e fazer de rascunho os espaços livres de folhas já utilizadas. Reciclar é a última medida preventiva para evitar que o lixo seja descartado. Apoiar práticas como a coleta seletiva de resíduos e a criação de usinas de reciclagem é uma ótima forma de exercer a cidadania.
A mudança de hábito e a conduta mais ativa e crítica de cada cidadão talvez sejam o único caminho para reduzirmos os impactos ambientais e na saúde humana provocados pelo lixo. Temos dois pesos nessa balança: em um lado encontra-se o conforto particular, as facilidades e os prazeres e no outro, a possibilidade de tornar nossas vidas mais saudáveis e garantirmos que as futuras gerações terão acesso aos mesmos recursos que nós tivemos. 
*Gabriel Cestari Vilardi - Biólogo e Professor da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus de Guajará-Mirim.
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