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Publicado em 9 de maio de 2016

Programa de autocuidados e combate à hanseníase é implantado

Objetivo é oferecer aos pacientes melhor qualidade de vida. Nos últimos dois anos, foram registrados 30 casos em Guajará-Mirim.

Um programa de autocuidados e combate a hanseníase, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), começou a ser executado na manhã de sexta-feira (6) em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. Segundo a Semsau, nos últimos dois anos, foram registrados 30 casos confirmados no município. A ação tem o objetivo de oferecer aos pacientes a superação de limites, trocas de experiências para favorecer a autonomia e a melhor qualidade de vida.

A fisioterapeuta e coordenadora dos trabalhos, Cordélia Cruz, disse que cerca de 20 pacientes que foram diagnosticados com a doença e já fizeram tratamento se reuniram no Posto de Saúde Carlos Chagas, no Bairro Almirante Tamandaré. Os participantes do encontro receberão um kit de autocuidado contendo uma lixa para os pés, uma toalha de rosto e um frasco com óleo mineral.

"Este foi nosso primeiro encontro e pretendemos nos reunir uma vez por mês, sempre na última sexta-feira do mês. Atendemos os pacientes do município, Nova Mamoré e também de Guayaramerín, na Bolívia. Os medicamentos são gratuitos e fazemos o acompanhamento do paciente no Posto de Saúde Maria Augustinho, no Bairro 10 de Abril. O Brasil é o segundo país no mundo com maior número de pacientes, sendo de 30 a 40 mil novos casos todos os anos", comentou a fisioterapeuta.

Cordélia também aproveitou a oportunidade para explicar de forma técnica o que é a hanseníase, quais os sintomas e a forma de tratamento, que pode durar de seis meses até um ano. "É uma doença dermatoneurológica que atinge os nervos e pode apresentar em forma de manchas. Essa mancha não tem sensibilidade, é esbranquiçada, seca, não tem pelo e não tem umidade. Acompanhamos o paciente até o momento da alta e pode ter reações, que podem aparecer até dez anos depois. Exatamente por isso vamos encaminhá-los para as oficinas de autoajuda, a fim de que ele entenda melhor as reações e se cuide melhor", concluiu. 

Irineu foi diagnosticado com a doença em 2001
O aposentado Irineu Ritter, de 66 anos, foi diagnosticado com a doença em 2001 e se tratou durante dois anos, mas até hoje faz o acompanhamento especial de autocuidados regularmente.

"Comecei a sentir os sintomas em 1999, mas somente em 2001, foi descoberto que eu tinha hanseníase. Fiz o tratamento certinho e hoje estou curado, mas no começo foi difícil por causa do preconceito, inclusive da minha própria família. Estou sendo acompanhado e melhorei muito, pois hoje tenho que andar com um calçado especial feito sob medida. Estou satisfeito com os resultados e com certeza, isso vai ser muito importante", opinou.


Fonte: O MAMORÉ.
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