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Publicado em 17 de maio de 2016

Coluna Almanaque - QUESTÕES POLÍTICAS E SOCIAIS

Por Fábio Marques
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Por Fábio Marques
Pessoas tem me parado para indagar sobre minha posição a respeito de entrevista dada pelo deputado Neidson Soares à um programa de rádio, em que o parlamentar respondeu à críticas deste pobre escriba à sua pífia atuação.
Seguinte: independente de nossas diferenças e métodos de trabalhar a política, reconheço a vontade do deputado Neidson Soares em querer uma Guajará-Mirim melhor para todos. Mas reitero que suas ações até o instante presente, pouco ou nada ajudaram nas mudanças que a Cidade Pérola precisa, seja no campo das obras públicas, seja no campo dos incentivos àqueles que desejam investir no privado, estes sim, essenciais para o resgate do progresso econômico.
Hoje temos na Assembleia um deputado que trabalha seu mandato como se fosse parlamentar de Câmara Municipal: solicita verbinhas para Saúde, verbinhas para asfalto em avenidas esburacadas, verbinhas para arrumar escolas, que significam nada mais nada menos do que uma dipirona para um paciente que se encontra em estado terminal. Não ajuda em nada o paciente. Em outras palavras, não modificam o espectro da realidade guajaramirense.
Muito me causa tristeza e comoção, portanto, quando o deputado eleito com 8.300 votos publica nos sites da cidade que conseguiu verbinha para reforma de escola, posto de saúde, asfalto, pneus para tratores, bombas d’água, fantasias para bois-bumbás etc... Como se isto fosse sinônimo de futuro. Não é! E não é disso que a cidade precisa em sua prioridade. Guajará-Mirim precisa sim, de um megaprojeto que resgate a autoestima e o progresso perdido na história, gerando emprego, qualidade de vida e bem estar social para toda a população.
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Há muito tempo que se discute a ineficácia do sistema prisional, tanto como método de punição como medida para reintegrar pessoas em conflito com as leis, à sociedade.
As cadeias estão superlotadas. Não há acomodação, não há conforto, não há direito sequer á solidão privativa. Os presídios mais se assemelham às masmorras da idade medieval. Nos mais modernos, a única terapia ocupacional de lazer constitui-se no campinho de futebol. Mas na maioria, a única via de interação consiste no espaço onde ocorrem os chamados “banhos-de-sol”.
Não existem suficientes condições de higiene, de acomodação, trabalho, lazer etc... Falando às claras: o sistema prisional precisa de reformas urgentes. Hoje as cadeias do Brasil nada mais aparentam do que um depósito de malfeitores.
Nos países mais evoluídos, os detentos se submetem a exames clínicos, triagem médica e psicoterápica que o Estado implanta buscando a reeducação e ressocialização dos apenados. Por aqui é lícito reconhecer que avanços houveram no segmento, mas apenas em relação a benefícios legais para aqueles que se encontram em situação de regime semi-aberto, que usufruem da progressão da punição imposta pelo Estado, através da boa conduta e de trabalhos externos conforme às obediência e normativas previstas.
Nas entidades em que executam os trabalhos, os apenados são tratados pela maioria das pessoas que convivem no seu dia-a-dia, como seres humanos que erraram sim, mas que fazendo valer suas reservas morais e psicológicas, assumiram a responsabilidade pela conduta passada e, aos poucos, se reerguem e assumem também a responsabilidade pela conduta do presente e do futuro. Afinal, apesar dos atos falhos, também são pessoas com defeitos e qualidades, direitos e deveres e, portanto, sujeitos a erros e tropeços como qualquer cidadão.

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