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Publicado em 27 de abril de 2016

Apenas uma ambulância atende a cidade de Guajará-Mirim

Unidade transporta em média três pacientes por dia até Porto Velho. Outras três ambulâncias estão paradas por falta de manutenção. im.
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O Hospital Regional Perpétuo Socorro de Guajará-Mirim (RO), atualmente está com uma única ambulância para realizar o transporte de pacientes que precisam ser transferidos para Porto Velho, a cerca de 330 quilômetros.
Segundo a direção da unidade são atendidas diariamente, cerca de 70 pessoas do município, distritos próximos, Nova Mamoré (RO), além de bolivianos e indígenas. Nos finais de semana, o número de atendimentos chega a 110.
Ainda segundo a direção, por dia são realizadas em média três transferências diárias para a capital. No mês de março foram registradas 48 viagens, sendo 42 de ambulância e seis de avião. Os pacientes são transportados apenas em uma ambulância desde novembro de 2015.
A segunda ambulância da unidade está em manutenção e a previsão é que fique pronta na próxima semana. Outras duas ambulâncias do Programa de Saúde da Família (PSF) estão no pátio do Hospital Regional e também devem receber manutenção nas próximas semanas. Uma quinta ambulância deve ser entregue ao município ainda neste mês, através de uma emenda parlamentar.
Ao G1, a secretária municipal de saúde (Semsau), Sâmia Melgar, justificou que é necessário aumentar a frota de veículos disponíveis para atender de forma eficaz a demanda de pacientes.
"O ideal é que tivéssemos pelo menos três veículos disponíveis, mas há um desgaste muito grande devido o grande número de viagens que fazemos mensalmente. Não há como prever a quantidade de encaminhamentos, pois depende da avaliação do médico plantonista que avalia se é necessário o atendimento especializado na capital. Temos um convênio com o Corpo de Bombeiros, onde existe um veículo apto para viagem", explicou a servidora.
Sâmia também falou sobre a vistoria do Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero), realizada no dia 20 de fevereiro, onde a estrutura física do Hospital Regional foi classificada como precária. Ela comentou que desde 2011 existe uma Portaria que dá ao Estado a responsabilidade dos atendimentos de média e alta complexidade no município.
“Concordamos com o Cremero que falta estrutura física da unidade e por isso o município acionou judicialmente o Estado para que se cumpra a Portaria CIB 150, de 17 de novembro de 2011. Segundo os documentos, o prédio e a gestão das ações de média e alta complexidade é de responsabilidade do Governo do Estado desde 2011”, alegou.
Em entrevista ao G1 na manhã desta quarta-feira (27), uma dona de casa que preferiu não se identificar e estava com um parente internado na semana passada, disse que as condições do Hospital são ruins e espera que o poder público tome as devidas providências para sanar os problemas.
"Não tinha medicamentos, ventiladores ou ar condicionado nos leitos, os banheiros são horríveis, até quando a população vai sofrer desse jeito? Não aguentamos mais, só queremos que as autoridades resolvam nossos problemas. Que olhem com carinho para quem realmente precisa de ajuda. Não estamos pedindo favor, estamos apenas reivindicando nossos direitos como cidadãos", declarou.

Risco para os pacientes
A idosa Maria Lúcia Máximo Diniz, de 59 anos, morreu no último dia 30, após sofrer um AVC e ser transferida em coma para Porto Velho, onde faria uma cirurgia. Para os familiares, a culpa do óbito é do poder público, pois as duas ambulâncias da unidade estavam quebradas, a paciente só foi transferida de avião três dias após entrar em coma.
"Disseram que iam mandar ela de ambulância, mas depois recebemos a notícia que tinha quebrado. É um absurdo, ver nosso familiar assim e não poder fazer nada. E ninguém faz nada nessa cidade", desabafou a filha da paciente.
Segundo a direção do Hospital Regional Perpétuo Socorro, a única ambulância disponível para transportar pacientes até a capital estava quebrada.

Fonte: G1.


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