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Publicado em 8 de março de 2016

Alta do dólar atrai bolivianos para fazer compras em Rondônia

Número de bolivianos que atravessam para o Brasil aumentou mais de 70% nos últimos quatro meses. Desvalorização do real é principal motivação.
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O real desvalorizado tem feito a alegria do comércio em uma cidade de Rondônia.
O Rio Mamoré marca a fronteira de Rondônia com a Bolívia. Guajará-Mirim, do lado brasileiro, sempre serviu só de passagem para os brasileiros que atravessavam o rio em busca dos produtos importados em Guayaramerín.
Pouco tempo atrás, mal dava para caminhar pelas calçadas da cidade boliviana de tanta gente. Agora, estão vazias. Lojas desertas. Reflexo do dólar alto.
"O dólar subiu muito e os brasileiros acham tudo caro aqui", afirma a comerciante boliviana Agondia Costa.
A cidade vive do comércio e depende do dinheiro dos brasileiros para se manter. Por todos os lados, lojas fechadas.
"Eu falaria que mais da metade das lojas fecharam, ocasionando menos funcionários. Muita gente perdeu o emprego", comenta o empresário boliviano Vladimir Torigo.
Em torno de 100 mil brasileiros iam para Guayaramerín por mês. Caiu para dez mil.
Os papéis se inverteram. Agora são os bolivianos que vêm pro lado de cá fazer compras. Segundo a administração do porto de Guajará-Mirim, nos últimos quatro meses, aumentou em mais de 70% o número de bolivianos que atravessam para o Brasil.
Os barcos chegam lotados a todo momento. Eles invadem as lojas e aproveitam a desvalorização do real em relação ao dólar. Compram de tudo.
Eles andam pelas ruas carregados de compras. Das mulheres dividem o peso da sacola cheia de calçados. Pra quê tudo isso? “Para vender. Vamos vender os sapatos na Bolívia", afirma uma delas.
E tem gente que vem de bem longe.
Na loja de eletrodomésticos, o gerente Samuel de Melo comemora o aumento das vendas. "Nos últimos quatro meses, uma média de 40%. A maioria dos clientes bolivianos", diz.
A cidade de Guajará-Mirim comemora um Natal fora de época. Se do lado boliviano as portas estão se fechando, por aqui...
"Imóveis que estavam fechados estão sendo alugados para fazer essas vendas no varejo, inclusive por empresários vindos da capital”, afirma o presidente da Associação Comercial de Guajará-Mirim, Deomi Cavalcante Jr.
Então, que venham os vizinhos bolivianos e fiquem bem à vontade para gastar.
Fonte: Jornal Nacional.

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