Organizações sindicais brasileiras receberam R$ 20,3 bilhões de trabalhadores desde 2007, com o pagamento da contribuição obrigatória anual de um dia de salário. 

Dados do Ministério do Trabalho revelam que, em meio à crise econômica enfrentada pelo país, com o desemprego atingindo 8,3%, a arrecadação prévia dos sindicatos neste ano (até junho), em todo o território nacional, foi de R$ 3,1 bilhões.
O imposto sindical é cobrado de todo trabalhador com registro ou carteira assinada, sendo ele sindicalizado ou não. Desde 2007, o valor arrecado só aumentou no país. Os números neste post são em valores nominais, não atualizados pela inflação.

Em 2007, foi de R$ 1,2 bilhão. Subiu para R$ 1,4 bilhão no ano seguinte e, em 2009, atingiu R$ 1,6 bilhão. Em 2010, foi até 1,9, aproximando-se da casa dos R$ 2 bi.

Em 2011, subiu para R$ 2,2 bilhões. Saltou para R$ 2,5 bi, em 2012, para R$ 2,9 bi, em 2013, e a R$ 3,1 bi no ano passado  até atingir os valores prévios deste ano. Veja os números abaixo:
Ano      Total arrecadado
2007    R$ 1.249.965.401,33
2008    R$ 1.454.850.884,92
2009    R$ 1.669.447.391,60
2010    R$ 1.938.286.795,74
2011    R$ 2.243.476.666,69
2012    R$ 2.568.500.610,40
2013    R$ 2.905.739.268,01
2014    R$ 3.187.215.451,92
2015*    R$ 3.138.682.965,74
Total    R$ 20.356.165.436,35
*2015-Prévia até junho    

Apesar de a contribuição ser paga normalmente no primeiro semestre, o valor total arrecadado cresce até o fim do ano porque novos contratados de trabalho pagam o valor proporcional do imposto. 

O Ministério do Trabalho é responsável por fazer o cadastro das entidades sindicais, e informa a Caixa Econômica quais entidades estão aptas a receber o imposto. Só, então, o banco repassa os valores.